Por isso mesmo, às vezes nos esquecemos de explorar o coração da cidade, suas ruas, sua gente, seus hábitos e costumes.
Quase acontecia com a gente se não fosse a localização digamos privilegiada do hotezinho que ficamos (hotel grifo, na Via del Boschetto), paralela a Via de Serpenti que vai bater no Coliseum e no sentido contrário na Via Nazionali. Então, seguindo a pé, pude observar os becos e vielas da cidade, que alargavam ou estreitavam na próxima esquina, ruas quase sempre sem placas de indicação e sem qualquer referência no mapa.
Adorei descobrir porque há tantos Smarts depois de vê-los estacionados em vagas minúsculas nas esquinas. O trânsito merece destaque, pois ninguém sabe de quem é a preferência ou se o fulano vai respeitar a faixa. Ônibus não tem cobrador, ninguém paga ao motorista nem compra os tickets que vendem nas tabacarias. Confesso que fiquei impressionado!
Nas sacadas, as roupas penduradas como se fosse um cortiço. Calçada para pedestres é um luxo de grandes vias, restando para nós apenas uma linha pintada de branco delimitando a via de pedestre. O mais legal é que a cada número nós encontravamos um restaurante, uma trattoria, um brechó, etc., lugares tipicamente italianos, com ótima comida e gente amistosa.
Última sugestão: em Roma, não se atreva a comer em Mc'Donalds ou BurguerKing